Operação no RJ mira grupo de matadores ligado a morte de advogado

A Polícia Civil do Rio e o Ministério Público realizam nesta quarta-feira (02) uma operação contra um grupo de matadores de aluguel, suspeitos de terem executado o advogado Rodrigo Marinho Crespo. A ação, que cumpre 19 mandados de busca e apreensão, envolve três policiais militares e quatro suspeitos. A investigação aponta a ligação do grupo, conhecido como “Novo Escritório do Crime”, com execuções e contravenções no RJ, usando munições desviadas e rastreadores veiculares.

Durante a operação, também foram cumpridos mandados de intimação. De acordo com os investigadores, os endereços pertencem a membros de um grupo de matadores ligados ao contraventor Adilson Oliveira Coutinho Filho, conhecido como Adilsinho, que está foragido da Justiça. Até o momento, as autoridades apreenderam dinheiro, armas, munições e cigarros contrabandeados. Além disso, no veículo de um policial militar, foram encontrados R$42 mil.

Desde o início das investigações, três pessoas foram presas sob a acusação de monitorar vítimas e organizar a logística dos crimes. Um dos detidos é o policial militar Leandro Machado da Silva, apontado como responsável pelo aluguel dos veículos usados nas execuções e pela intermediação entre os envolvidos nos assassinatos. Já César Daniel Mondêgo de Souza e Eduardo Sobreira Moraes são suspeitos de vigiar os passos de Crespo.

Agora, a polícia investiga um novo suspeito: Ryan Patrick Barboza de Oliveira, conhecido como Motinha. Ele é acusado de acompanhar a vítima com sua motocicleta. Atualmente, Ryan está preso por envolvimento na morte do comerciante Antônio Gaspazianne Mesquita, ocorrido em junho do ano passado, em Vila Isabel, na Zona Norte do Rio. O crime teria sido motivado por disputas relacionadas à exploração de máquinas caça-níqueis na região.

As investigações apontam que esse grupo de matadores de aluguel está envolvido em diversas execuções relacionadas a uma organização criminosa que controla o comércio ilegal de cigarros e outras atividades ilícitas. Segundo a Delegacia de Homicídios da Capital (DHC), o líder do grupo é o policial militar Rafael do Nascimento Dutra, conhecido como “Sem Alma”. Ele está foragido e tem contra si cinco mandados de prisão preventiva em aberto.

 

 

 

Por: André Zamora

Foto: Divulgação Polícia Civil