Após morte de turista, Cristo Redentor terá equipe médica e ambulâncias de prontidão

Quinze dias após a morte do turista gaúcho Jorge Alex Duarte em uma das escadarias de acesso ao Cristo Redentor, a Secretaria de Estado de Defesa do Consumidor (Sedcon) realizou uma reunião para avaliar medidas de segurança para os visitantes da atração. O encontro contou com representantes do ICMBio, da Mitra Arquiepiscopal do Rio, do Iphan e da concessionária Trem do Corcovado.

Entre as ações definidas estão a manutenção de equipes médicas no posto de atendimento do Alto Corcovado das 7h às 19h, a presença de ambulâncias de prontidão no entorno e a instalação de elevadores modernos com acessibilidade para cadeirantes. Essas mudanças fazem parte de um plano de investimentos de R$ 75 milhões no Parque Nacional da Tijuca (PNT), previsto para começar em junho. Também está planejada a substituição das escadas rolantes, dependendo da aprovação do Iphan, já que o local é tombado como patrimônio histórico.

O secretário da Sedcon, Gutemberg Fonseca, afirmou que o termo de ajustamento de conduta, anunciado como condição para reabertura dos acessos ao Cristo, ainda será elaborado. Ele destacou que um inquérito segue em andamento na Delegacia do Consumidor, e que o caso foi encaminhado do Ministério Público Estadual para o Ministério Público Federal.

Paralelamente, avança no Senado e na Câmara dos Deputados um projeto de lei que propõe desmembrar o Alto Corcovado do PNT. Na semana passada, a Comissão de Desenvolvimento Regional e Turismo do Senado aprovou o parecer favorável ao projeto, elaborado pelo senador Astronauta Marcos Pontes (PL-SP), e o texto seguiu para a Comissão de Meio Ambiente.

O senador Carlos Portinho (PL-RJ), autor da proposta, defende que a mudança resgata a história do Cristo Redentor, originalmente ligado à Igreja Católica. Já opositores alertam para os riscos da fragmentação da unidade de conservação. O movimento “O Corcovado é da Floresta” se organiza contra o projeto e deve se reunir com parlamentares da Frente Ambientalista para apresentar seus argumentos.

Na semana passada, o Conselho Consultivo do Iphan se manifestou contrário ao desmembramento, destacando que a mudança comprometeria a integridade ecológica, cultural e turística da área, sustentada por investimentos públicos há mais de dois séculos.

Por: Carolina Sepúlveda 

Foto: Reprodução