Estudante de Direito gasta toda verba da formatura no jogo do tigrinho, em SC

Uma estudante de Direito de uma faculdade no interior de Santa Catarina, gastou entorno de R$ 77 mil da verba da formatura arrecadado pela turma, em “jogo do tigrinho”. O dinheiro seria utilizado para a festa dos formandos, que estava marcada para o dia 22 de fevereiro.

De acordo com a polícia, 16 alunos contribuíram durante três anos para essa festa. Esse valor era depositado na conta de uma das alunas, que era uma das representantes da comissão de formatura.

No fim de janeiro, a empresa responsável pelo evento recebeu uma ligação da estudante, informando que não teria mais o dinheiro para efetuar o pagamento, acrescentando que teria perdido todo o valor em apostas na internet. Os alunos foram informados pela própria instituição que o pagamento, no valor de R$ 76,9 mil, não tinha sido feito. A empresa recebera apenas um adiantamento de R$ 2 mil.

Após ter perdido o dinheiro, a presidente da comissão de formatura enviou uma mensagem aos demais alunos da turma e comunicou sobre a perda do dinheiro:

“Me viciei em jogos online tigrinho e afins, e quando perdi todo o dinheiro que eu tinha guardado, comecei a usar o da formatura para tentar recuperar e, aí, cada vez mais e mais fui me afundando no jogo e em dívidas”, escreveu na rede social do grupo. Cada um dos 15 formandos que depositaram dinheiro na conta da aluna perdeu quase R$ 5 mil”.

“Toda vez acreditava que ia recuperar e dar um jeito na situação, mas cada vez ficava pior”, escreveu a estudante

A estudante é casada e tem um filho, mas a família desconhecia que ela estava viciada no “jogo do tigrinho”.

Os estudantes que perderam estão fazendo campanhas nas redes sociais para arrecadar o dinheiro que eles perderam.

A Polícia Civil foi acionada e o inquérito foi aberto pela delegacia de Chapecó (SC).

“O delegado de polícia responsável pela investigação já encaminhou representação ao Poder Judiciário com o intuito de rastrear e, se possível, recuperar o valor supostamente desviado.”

Por: Maria Clara Corrêa

Imagem: Reprodução/ Internet